7 Lições básicas de fotografia para viajantes

O João, a Claudia Regina e eu
O João, a Claudia Regina e eu

Quando se trata de fotografias de viagens, eu mesma vivo pesquisando sobre e venho aprendendo ao longo dos anos. Porém, a dúvida que surge com maior frequência é até onde é fundamental ter técnica e até que ponto entra o olhar artístico.

Longe de mim ser expert em fotografia. Sou apenas uma pessoa extremamente curiosa, interessada no assunto e que adora registrar as minhas próprias viagens. E justamente por isso, estou sempre atrás de informações novas que possam me ajudar a melhorar.

E aqui vão algumas lições que aprendi com a fotógrafa de aurora boreal Claudia Regina e com a prática durante as minhas viagens.

Lição 1: Se preocupe menos com a técnica e foque mais no olhar artístico

Há algum tempo tive o prazer de conhecer pessoalmente a fotógrafa Claudia Regina, que inclusive escreve maravilhosamente bem sobre o assunto no site www.dicasdefotografia.com.br. Com a Claudia aprendi o essencial da fotografia. O mais importante em uma foto não é a fissura atrás de uma técnica perfeita equilibrando o ISO, o tempo de exposição, a abertura do diafragma e tudo mais. Mas sim, o que te levou a querer registrar aquele momento ou o objeto que for, e o olhar sobre aquela composição. O olhar do fotógrafo e a sua relação com o que está sendo fotografado é infinitamente mais importante do que a técnica. Ouvir isso da Claudia, bastou. As fotos dela transmitem emoção, são extremamente pessoais e afetivas, ao ponto que a técnica perde até seu valor.

Lição 2: Carregar um tripé mesmo que pequeno ajuda muito nas fotos noturnas

O pesadelo da maioria dos seres mortais que gostam de fotografar é a noite. É difícil focar, é difícil medir a luz e na maioria das vezes acabamos com fotos escuras, tremidas, com um montão de ruído ou estouradas no flash. E para salvar a noite o astro é o tripe. Mas ei! Não precisa ser daqueles enormes não. Um basiquinho já ajuda bastante. Isso tudo porque fotos noturnas normalmente exigem um tempo maior de exposição. E para sua foto não ficar tremida, use o temporizador.

Lição 3: Marca boa é aquela que você pode comprar e que você tenha facilidade para aprender a manusear depois

Ao pesquisar máquinas para comprar provavelmente você vai se deparar com os discursinhos de que Nikon é melhor que Canon ou vice-versa. Sempre vai ter quem diga que uma é mais nítida do que a outra, ou que tal marca é mais barata, enfim. Não acaba nunca. O fato é que todas as máquinas são caras mesmo e é claro, possuem pequenas diferenças de qualidade e configuração, mas vamos combinar? Na imagem final, essas diferenças são imperceptíveis.

Na dúvida, escolha uma marca que os seus amigos usem, dessa forma é meio caminho andado pra trocar figurinhas e dar aquela força pra aprender a mexer no equipamento novo.

Lição 4: A Regra dos terços é uma ótima referência pra ajudar no enquadramento

Quando você era criança alguém te ensinou que fotografia boa era centralizada? Esquece tudo que você achava que era certo! Regras existem e não são à toa, certo? Em raras exceções elas podem ser quebradas, mas na maioria devem ser seguidas à risca.

Desde a época em que não existia fotografia, sim, teve uma época que elas não existiam, os pintores já usavam a regra dos terços. Ela é simples. Na tela da sua máquina, imagine linhas formando uma malha de 3×3. São 3 espaços horizontais e 3 verticais. Os pontos chaves da bela fotografia deve estar na convergência dessas linhas. Como nessa imagem abaixo:

regra-dos-tercos

Cada foto vai ter sua característica própria e nem sempre é óbvio achar o que deve estar nos pontos de convergência. Aqui vão alguns exemplos:

regra dos terços

regra do terço

Lição 5: Lugares incríveis podem render fotos fantásticas

Para tirar fotos de lugares incríveis, o primeiro passo é estar nesses lugares. É verdade que um bom fotógrafo é capaz de fazer fotos lindas em qualquer lugar, mas também é verdade que lugares de tirar o fôlego aumentam nossas chances de fotos alucinantes.

Além do mais, quando mudamos de ambiente, saimos da nossa cidade e mudamos o que estamos com olhos viciados a observar, tudo fica bem mais interessante e a criatividade flui. Sem contar que, por mais que a nossa cidade seja maravilhosa, a grama do vizinho sempre parece mais verdinha. E o segredo é exercitar o olhar para o desconhecido.

Então junte milhas e mude os ares para alimentar a alma do fotógrafo.

Sobre lugares incríveis | Estar no lugar certo, na hora certa
Sobre lugares incríveis | Estar no lugar certo, na hora certa

Lição 6: Vale a pena acordar cedo e esperar o pôr-do-sol em lugares estratégicos para conseguir fotos incríveis

Não dá pra ter preguiça se você quer fotos bacanas. A hora mágica, o amanhecer e o pôr-do-sol são os melhores horários para tirar fotos a céu aberto. O céu tem cores únicas nesses momentos e normalmente pouquissímas pessoas circulam pelas ruas nesses horários, por incrível que pareça. E é aí que você consegue tirar fotos de monumentos que diariamente vivem super lotados mas que pelo horário te permite fotos sem nenhum turista atrapalhando o cenário.

Lição 7: Limpe suas fotos e fuja da poluição visual. Menos é mais!

Fuja das fotos poluídas. São aquelas fotos que possuem informação demais e você não sabe nem o porquê daquela imagem. Isso acontece quando não existe nada em especial sendo destacado, quando não existe equilíbrio entre os elementos da composição ou até quando não sabemos nem por onde começar a olhar de tanta coisa que aparece no bendito enquadramento.

Basicamente tudo que não se relaciona com a história da foto ou com o elemento fotografado pode ser considerado excesso. E pra fugir dessa poluição mude o ângulo, esconda o que não interessa, desfoque o fundo ou chegue mais perto e deixe esses extras de fora.

Bastilha, Paris
Bastilha, Paris
Bastilha, Paris
Bastilha, Paris

Espero que você faça um ótimo proveito dessas dicas e tire bastante foto bacana por aí.

Quer saber mais sobre a Claudia Regina? Dá um pulo no blog de fotografia dela “Dicas de Fotografia”. Lá tem uma porção de dicas boas pra você ficar fera e tirar onda com os amigos.

Namastê e até a próxima!

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