Compras de enxoval em Nova York

Compras de enxoval em Nova York

Como mãe de primeira viagem, me senti na obrigação de me informar bastante com as amigas recém mamães e também na internet antes de viajar. Colhi dicas muito valiosas nas duas fontes e agora quero compartilhar aqui a minha experiência de compras nos EUA.

Fazer compras em Nova York com o dólar a quase R$4,00 passava longe de entrar nos meus planos. Até o momento em que comecei a minha lista de enxoval e percebi que mesmo com o dólar tão alto, algumas coisas ainda sim valiam a pena comprar.

Na minha lista entrou itens principalmente de utensílios como mamadeira, chupeta, babá eletrônica, pomadas, carrinho de bebê, etc e tal. Não incluí roupas porque herdaria tudo da minha sobrinha recém nascida.

Nova York é bem diferente de Miami e Orlando onde tudo parece muito barato. Aqui é preciso ser seletivo e analisar o que realmente vale a pena.

Nosso primeiro choque aconteceu assim que pisamos na Babies R’us, recomendadíssima por amigos, familiares, até por blogs. Confesso que me decepcionei um pouco com a loja. Achei que não tinha muita variedade de marcas. Mas, pior do que isso foi a nossa dificuldade para escolher tudo sem ter certeza do que realmente seria útil e indispensável, mesmo tendo uma lista super restrita nas mãos! Queríamos comprar apenas o que realmente fosse ser usado e quando se trata de mamadeira, por exemplo, fica bem difícil. Além de nos depararmos com vários tamanhos diferentes, ainda tinham os bicos de tantos formatos, que ficamos malucos. Que tarefa difícil, viu! E de pensar que no Brasil custa pelo menos o dobro do preço, a pressão aumenta.

Enfim, saimos da Babies R’us exaustos, mas com a sensação de dever cumprido. Até o penúltimo dia da viagem quando descobrimos a Buy Buy Baby. Já tinha lido alguma coisa de relance sobre essa loja, mas nada que me direcionasse pra lá. Pra mim era mais uma loja. E aqui vai a minha dica valiosa, a Buy Buy Baby é bem, bem, bem mais barata do que a Babies R’us. A minha vontade era de devolver tudo que já tinha comprado e comprar tudo de novo.

O foco da viagem não era montar o enxoval. Essa foi na verdade a nossa última viagem antes de sermos pais e queríamos curtir essa despedida sem ficar na fissura de comprar. Até por isso, optamos por não ir ao outlet Woodbury, que fica distante da cidade onde perderíamos um dia inteiro de Nova York. Dizem que pra quem precisa comprar roupa infantil, vale a pena. Eu dispensei.

babiesrusAlém de coisas para o bebê, nada mais me chamou atenção pra comprar. A rede de farmácias Duane Reade se mostrou bem cara, alias, nada em Nova York estava barato. A rede CVS também de farmácias estava com preços um pouco melhores, mas nada que valesse tanto a pena.

Enfim, Nova York está entre as cidades mais caras do mundo e não é à toa. Não basta comprar uma passagem na promoção pra se despencar pra lá. Intensa, aqui é onde tudo acontece. Viria fácil uma vez por ano pra renovar a minha bagagem de experiências. Agora com a Luna a caminho, fico pensando qual será o primeiro destino dela, mas certamente nada será como antes como quando eu decidia por mim mesma e seguia o meu coração. Agora eu tenho um outro coraçãozinho pra ouvir e novas prioridades surgirão.

Somos fruto de tudo que pensamos e acreditamos. Ir aos Estados Unidos não significa comprar, e essa era uma impressão ruim que eu tinha do país. É preciso que a gente adquira consciência da nossa responsabilidade no mundo. O desequilíbrio ambiental começa com o nosso consumo e por mais que a roda seja muito maior e a pressão seja muito forte, só nós seremos capazes de reverter esse quadro. O mundo somos nós. Sempre antes de comprar qualquer coisa pense no quanto você precisa daquilo, se é indispensável e se não dá pra aproveitar algo que você já tenha. Sempre há alternativas mesmo com uma demanda de consumo que nos é imposta diariamente. Ter conhecido a Índia e o Nepal antes de pisar nos EUA foi fundamental para que eu entendesse o quanto a maioria das coisas que temos são desnecessárias.

Estamos nesse planeta de passagem e os verbos “ter” e “acumular” não deveriam ter tanto valor se olhássemos de fora e entendêssemos que o essencial é o espírito e não as posses.

Por um mundo mais consciente.

Namastê

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *