Portugal em alta! Conhecendo Lisboa em 3 dias

Portugal em alta! Conhecendo Lisboa em 3 dias
Skyline de Alfama

Portugal em alta e os brasileiros se esbaldando. A verdade é que por muito tempo os Estados Unidos foram alvo de forte imigração brasileira. Mas como as coisas não andam fáceis por lá e a economia não tem ajudado, o foco mudou para Portugal. A facilidade com a língua e o clima ameno colaboram bastante na adaptação em terras estrangeiras. Então, pensando nessa tendência portuguesa, estamos lançando uma série de posts especiais sobre várias cidades no país, começando por Lisboa. E aqui vai um roteirinho de 3 dias para conhecer tudo que essa cidade que tem pra oferecer.

1º dia – Centro Histórico, Bairro Alto e Alfama
Praça do Comércio

O dia começa na Praça do Comércio, cartão-postal da cidade, conhecido pelos lisboetas como Terreiro do Paço. Boa parte do centro histórico foi destruído pelo terremoto de 1755. Essa praça que está de frente para o Rio Tejo, é uma das maiores da Europa, com mais de 35 mil m². Depois do terremoto, o Marques de Pombal mandou fazer uma praça nova, simbolizando a nova fase da cidade. E bem ao centro, mandou colocar uma grande estátua em homenagem ao rei D. José I.

À frente, siga para a baixa, o Arco Triunfal da Rua Augusta, que é a entrada para as ruas retas e planejadas por Pombal. Além de observar os Arcos da Augusta de baixo, é possível subir o monumento por uma entrada lateral. Uma opção de passeio extra é visitar o Lisboa Story Center, um museu interativo que conta toda a história da cidade, inclusive com filme 3D do terremoto.

Elevador de Santa Justa

Seguindo pela Rua Augusta, sempre movimentada, no cruzamento com a rua de Santa Justa, não deixe de reparar o Elevador de Santa Justa. Para visitar apenas o miradouro lá no alto, é possível pagar um bilhete mais barato.

No final dos longos quarteirões fechados para pedestres você chegará na Praça do Rossio – logo ao lado da Praça da Figueira. Após apreciar a arquitetura dos prédios no entorno dessas praças, em especial a estação de trem do Rossio, é hora de seguir.

Siga caminhando pelas ruas da Baixa em direção ao bairro Alfama. Esse bairro já foi um grande núcleo urbano na época do domínio árabe. Inclusive a Sé de Lisboa era uma mesquita. Hoje essa igreja nada lembra seu passado e se tornou uma grande catedral católica. A entrada é gratuita.

Castelo de São Jorge

De lá, suba mais um pouco até a atração mais visitada da cidade: o Castelo de São Jorge. Esse castelo foi construído pelos muçulmanos e somente no século XIV tornou-se residência dos reis portugueses e ganhou seu nome católico. A visita vale a pena tanto pelo monumento histórico, quanto pela vista incrível que se tem da cidade.

Panteão Nacional

Caminhe pelas ruas de Alfama sem muita pressa: o bairro é uma delícia, casa de muitos bares e da tradicional música portuguesa, o fado. Um bom local para se ter uma vista incrível de toda essa região é o miradouro das Portas do Sol. Depois, continue pelas ruas do bairro acima até o Panteão Nacional. Esse monumento parece uma igreja, e costumava ser até 1910, mas foi transformado em homenagem aos cidadãos portugueses de prestígio.

Um passeio extra caso queira aproveitar mais o bairro de Alfama é o Museu do Fado. Pequeno e bem montado, o museu conta a história desse estilo musical de forma interativa e, claro, com muita música.

Se você estiver cansado, essa é uma boa hora para pegar o metrô: na Estação Santa Apolônia. Se preferir, pode ir andando, são só 2 km, mas será uma boa subida.

Convento do Carmo

É hora de conhecer o Convento do Carmo. Na verdade é um museu arqueológico com as ruínas de um antigo convento do século XIV, infelizmente destruído durante o terremoto. Esse passeio só será possível se o dia tiver começado cedo, pois o local fecha às 18h.

O Bairro Alto é interessantíssimo. Suba a Rua Garret, cheia de lojinhas e cafés até o Largo do Chiado/Praça de Camões. Dali, é só seguir pelas ruelas, à esquerda e à direita, lotadas de bares, restaurantes e pessoas. Para sair um pouco do ambiente turístico do Bairro Alto, a noite no bairro Rato é bastante animada.

2º dia – Belém e Cais de Sodré
Palácio Nacional da Ajuda

O segundo dia em Lisboa é do outro lado da cidade. O passeio começa no Palácio Nacional da Ajuda, um museu/palácio pouco visitado. Foi construído em 1761 pela família real depois do terremoto. Viveu os períodos das invasões napoleônicas, fuga da nobreza para o Brasil. É lindo e interessante.

Mosteiro dos Jerônimos

De lá, desça alguns quarteirões até chegar no Jardim de Belém. O primeiro monumento por ali é o Mosteiro dos Jerônimos, um prédio histórico maravilhoso. É aqui que estão enterrados Vasco da Gama, Luis Vaz de Camões e Fernando Pessoa. Logo em frente está o Padrão dos Descobrimentos. Monumento recente e grandioso, para comemorar os feitos antigos da navegação portuguesa. É possível subir até o terraço.

Torre de Belém

Caminhe alguns metros até a Torre de Belém, outra construção famosa da cidade e cartão-postal. Inaugurada em 1520, como parte do sistema de defesa do Rio Tejo. Por fim, é hora de provar os famosos Pastéis de Belém (no resto da cidade, o nome é pastel de nata).

Considerando que Belém é relativamente longe do centro, há três museus nessa região que merecem atenção, caso tenha tempo. Dá para conhecer gratuitamente o Museu Coleção Berardo, de arte moderna e contemporânea. Se preferir uma exposição histórica, tem o Museu Nacional dos Coches, que trata da história das carruagens por três séculos. Por fim, tem o novíssimo MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.

Outra parada extra, para quem curte cultura urbana, arquitetura, música e modernices é a LXFactory. Uma antiga fábrica transformada em espaço de arte, design, moda, restaurantes, etc. Para chegar lá é preciso pegar um autocarro (ônibus) ou trem, partindo de Belém até Alcântara-Mar.

Mercado da Ribeira

Depois, é hora de seguir para o Cais de Sodré, região restaurada de Lisboa. Por ali, há dois pontos interessantes para serem visitados. Em primeiro, bem em frente a estação de trem está o Mercado da Ribeira. Um espaço gastronômico, com restaurantes de chefs famosos e outras comidinhas boas com preços bons.

Em seguida, um excelente local para apreciar o pôr-do-sol ou simplesmente tomar um vinho e ver pessoas é a Av. Ribeira das Naus. Ali há uma espécie de prainha, com cadeiras, alguns bares e muita gente aproveitando o dia. Se quiser curtir mais da noite nessa região, tem vários bares, boates e muita gente por perto da Rua Nova do Carvalho.

3º dia – Parque das Nações e Miradouros
Estação Oriente

O terceiro dia será de passeio na região do Parque das Nações. Construído especialmente para a Expo 98, teve como tema o mar, os 500 anos das navegações e descobrimentos e a apresentação de uma Lisboa moderna.

Pavilhão do Conhecimento

Um resumo do Parque das Nações: Estação Oriente, Oceanário, Pavilhão do Conhecimento, jardins e teleférico. Considere gastar uma manhã inteira por lá. Se estiver com pressa, não deixe de ir ao Oceanário, um passeio incrível que dura umas 2 a 3 horas.

Jardim Zoológico

Terminada essa visita você tem como opção conhecer o Jardim Zoológico de Lisboa. É uma visita muito interessante. O lugar participa de um programa europeu de conservação de espécies ameaçadas e reintrodução de animais no habitat natural. Desde as jaulas diferenciadas até a forma que os animais são alimentados. É um espaço que realmente demonstra se preocupar com os bichos e não somente com o entretenimento das pessoas. E outra coisa bem legal é que tem um teleférico que circula no alto do zoológico por 20 minutos, permitindo uma vista panorâmica dos animais.

Av. Liberdade

Se não quiser ir ao Zoo, vá direto para a Av. Liberdade, a mais chique de Lisboa, com lojas luxuosas. A avenida também é muito bonita e agradável para uma caminhada.

Ascensor da Glória

Depois de passear por ali, sugiro uma coisa bem típica de Lisboa. Na esquina da Liberdade com a Calçada da Glória, entre na fila para pegar o Ascensor da Glória. Um bondinho que circula apenas nessa rua, levando as pessoas de cima para baixo, desde 1885. É um dos quatro da cidade que servem a essa função (também tem o Elevador de Santa Justa, o Ascensor da Bica e Ascensor do Lavra). O bilhete é adquirido a bordo.

Caso resolva subir a pé, prepare as pernas. A próxima parada fica lá no alto, bem na paragem do ascensor: o Miradouro São Pedro Alcântara. Local com vista panorâmica da cidade, onde dá para sentar e aproveitar o fim do dia.

* Onde dormir em Lisboa, dicas de hotéis!

O corredor entre o Chiado, o Rossio e o início da Av. Da Liberdade é a região mais conveniente. Super central para turistar a pé e de metrô, próxima à noite do Bairro Alto e não muito longe da noite do Cais do Sodré, onde está o novo foco da animação noturna.

O final da Av. Da Liberdade, à altura da rótula do Marquês do Pombal, é o endereço de hotéis com ótima relação custo x benefício. Quem se hospeda por ali está a duas estações de metrô da estação Restauradores, ponto inicial para explorar o centro histórico.

Evite as zonas hoteleiras em torno do metrô Saldanha e na avenida José Malhôa. São próprios para viajantes a negócios, pouco convenientes para o turismo.

Se preferir alugar apartamento, procure no Príncipe Real. O Ibis mais bem localizado de Lisboa é o Ibis Lisboa Liberdade, a meio caminho entre a avenida e o Príncipe Real. Podendo investir um pouco mais na hospedagem, considere o Eurostars das Letras, o Vintage House ou o Altis Primes.

Para economizar, confira os preços do Hotel Alegria e da Casa São Mamede.

Próxima parada: Porto! Fique ligado e acompanhe tudo sobre Portugal!

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