Na estrada com bebê

Pegando estrada com bebê
Na estrada parados num “Pare e Siga”

Pegar estrada com bebê sempre me pareceu loucura, antes de ter a Luna. Viajando pelo Nepal algum tempo atrás, num país subdesenvolvido onde mal existe calçada de pedestre, vi vários casais viajando com bebês de colo, menores de 1 ano e aquilo me encantou. Normalmente o casal se revezava entre carregar o mochilão e o bebê. Pensei “Ah! Se os europeus que estão acostumados com tudo tão limpo, organizado e funcionando bem, conseguem ser tão práticos a esse ponto, eu também consigo!”. E foi com esse espírito que resolvemos fazer a nossa primeira viagem de carro, Vitória/ES x Rio de Janeiro, cheios de amor pra dar.

Foi de última hora que decidimos viajar, numa quinta-feira à tarde, pra já na manhã seguinte partir. Óbvio que isso gerou um corre-corre danado pra darmos conta das malas, não as nossas, mas da Luna. Fiquei chocada quando vi que o mínimo que ela precisava eram 3 malas. Uma só com as coisas relacionadas à mamadeira e alimentação, outra com roupa, fralda, toalha, etc e tal, e a terceira que é uma bolsa de mão tamanho médio onde levaria tudo que podemos precisar ao longo da viagem. Coisa pra caramba! Cortamos carrinho e todos os trambolhos, numa falsa esperança de deixar tudo mais simples, ainda mais sabendo que só ficaríamos um final de semana. E depois de preparar tudo dela, fiquei pensando em como a vida de viajante mochileiro com bebê deve ser, ou muito simples, ou muito complicada. Ainda vou pagar pra ver essa!

Bom, normalmente Vitória x Rio é uma viagem tranquila pra fazer em 8 horas. Fizemos em 11 horas! Com um bebê, tivemos que parar a cada 3 horas pra ela mamar e trocar a fralda. Até aí, tudo bem. Fora isso, rolou alguns momentos que tivemos que respirar fundo e sermos criativos. Pra distrair um bebê sentado tantas horas na mesma posição numa cadeirinha, acredite, não basta ter uma voz doce e dizer “mamãe tá aqui, não chore meu amor, tudo vai melhorar.”. Não, isso não basta. Tivemos que lançar mão de um largo repertório de musiquinhas infantis, dançar fazendo gestos engraçados, fazer caretas, bater palmas, fazer sombra quando o sol batia, chorar junto quando ela estava com fome e não tinha nenhum posto de gasolina nos próximos quilômetros, enfim, renovamos nosso estoque de paciência por um ano.

Mas como eu sou persistente e insisto em não deixar de viajar por causa de filho, fomos guerreiros. Valeu o cansaço e a experiência. Antes de decidirmos ir, pensei em todo o transtorno que poderíamos ter. Onde ela iria dormir, se em casa ela só dorme no berço? Será que ela dormiria na cama? Será que o choro dela de madrugada berrando pra mamar atrapalharia o sono dos tios que estavam nos recebendo? Como seriam os horários? Como seria a rotina pra dormir, já que em casa ela tem tudo programadinho e viajando tudo é bagunçado e fora da ordem? Enfim, muitas e muitas incertezas e medos dela não se adaptar à tanta mudança.

Para nossa surpresa ela se comportou muito bem e dormiu pra caramba, mais do que em casa. De duas uma, ou ela gostou muito ou ela se cansou muito. De qualquer forma foram noites muito bem dormidas pra todos. E a viagem se mostrou deliciosa, pois além de superarmos nossas inseguranças, sentimos que a Luna cresceu muito em dois dias brincando com os primos e aprendendo coisas novas. Sair da rotina é bom pra todo mundo, mesmo porque, um bebê é um indivíduo e também tem que saber que nem tudo é tão certinho como dentro de casa. Aliás! O mundo é gigante e está aí pra ser explorado.

Na pracinha em Ipanema
Na pracinha de Ipanema curtindo o parquinho
No Jockey Club do Rio na função mãe
No Jockey Club do Rio na função mãe
Comemorando o niver da tia Jo
Comemorando o niver da tia Jô lindona

Viajar sempre vale a pena, principalmente se é pra estar com a família e pessoas que amamos. E o melhor de tudo, perdemos aquele medinho das coisas que podiam dar errado. No final deu tudo muito certo e descobrimos que a Luna é mais forte e muito mais sagaz do que a gente imaginava. Precisamos sempre confiar nos nossos filhos. Lição aprendida!

E que venham muito mais viagens por aí! Bora Luna? Bora galera?

Au revoir

2 comentários sobre “Na estrada com bebê

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