Paris de tantos clichês… #post 1

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Ah… Paris de tantos clichês…

Viajar pra mim é mergulhar na cultura alheia, é se apropriar do viver de outros povos. Sem entender um pouco da história da cidade, o que se passou ali, as conquistas e as derrotas, os grandes pensadores e os artistas… Sem um pouco disso, pra mim não teria graça viajar. O gostoso é entrar no clima dos nativos, mas com a vantagem do olhar desconhecido e curioso. E convenhamos, Paris é perfeita pra isso! Uma cidade de cultura infinita, onde tantos desbravadores, aspirantes a escritores e pintores, reis e coroas passaram por ali e desejaram aquele cantinho do mundo.

Sempre me questiono os motivos midiáticos ao classificar qualquer coisa, principalmente se tratando de turismo. Pode haver milhões de motivos para convencer a mídia a transformar aquele lugar no mais visitado do mundo e nem sempre isso quer dizer que a cidade seja realmente imperdível. Acho que talvez por isso, Paris pra mim sempre foi um destino um pouco óbvio demais e nunca esteve na minha lista fictícia de “tenho que ir de qualquer jeito”. Mas quer saber? Adorei mudar de opinião! Paris é tudo isso e muito mais. E aqui vai um breve relato de 8 dias intensos, dividido em 2 posts, vividos nessa cidade alucinante, eu e o João. (Leia mais clicando aqui Paris #post2.)

O Tiquetonne Hotel foi nossa moradia por todos esses dias e foi uma ótima pedida. Localização estratégica, bem no centro, colado na estação de metrô e cheio de restaurantes e piétonnes (ruas de pedestres) nas redondezas. Quando decidimos ir pra Paris, logo dei um jeito de começar a investigar coisas pra fazer por lá. Foi assim que descobri o Paris Museum Pass que nos poupou de filas monstruosas e ainda economizamos um troco. Em contrapartida, você se vê obrigado a concentrar as visitas aos museus dentro do prazo de validade do passe, no nosso caso, 4 dias. Ainda sim foi ótimo, só de ter prioridade na fila do Louvre, vale qualquer coisa.

Chegamos bem no final de semana e partimos para o Marché aux Puces. Um mercado de pulgas em Saint-Ouen, cheio de antiguidades e tranqueiras. E vê-se de tudo mesmo!! Até pedaços de aviões de guerra. Oi? Quem compraria isso? Pensando com meus botões… o João que ama coisas de guerra compraria, rs. Enfim, é realmente divertido perambular pelas ruazinhas estreitas desse mercado. Adorei!

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Do mercado descemos pra Montmartre, uma viagem no tempo direto para o passado. Ah… La Belle Époque… Montmartre da boemia, de tantos artistas, escritores, cabarés… sonhos… De Picasso, Toulouse-Lautrec, Modigliane, Renoir e tantos outros… E de pensar que ali, à base de absinto, esses caras trocavam altas ideias… E pelo visto o bairro continua inspirando muitos. Em cada esquina um pintor e pelo caminho sempre algum músico dando uma palinha…

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E foi então que tive o prazer de descobrir a Sacre Coeur… que junto me trouxe uma vista panorâmica impressionante dessa cidade mágica.

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No domingo decidimos fazer um walking tour. Já havia feito uma vez em Berlim e havia sido uma ótima experiência. Dessa vez não poderia ser diferente. Normalmente essa galera que se propõe a ser guia de free walking tours são pessoas descoladas e extrovertidas. A Roberta, nossa guia, contou tanta história boa de Napoleão e Luiz XIV, ao ponto de rolar encenações e sair do tour com a bochecha doendo de tanto rir. Fora que, verdade ou não, ficamos sabendo de vários pormenores da Revolução Francesa. Foram quase 4 horas que passaram voando, andando pelo centro. E o tour foi finalizado à tarde, na Place de la Concorde.

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Place de la Concorde

Fim da tarde, fomos comer no Les Marais, nas imediações do Centre Pompidou. É um choque ver aquela arquitetura pela primeira vez. Esse museu foi objeto de um concurso em que Richard Rogers e Renzo Piano saíram vencedores, mas, a meu ver, quem saiu ganhando mesmo foi o mundo. Eles conseguiram fazer uma arquitetura bem ousada, talvez propositalmente numa tentativa de quebrar um pouco o conservadorismo francês. O parisiense protege muito, e com razão, o centro histórico da cidade, tanto que quando construíram a torre de Montparnasse, ela foi mal vista e nada bem aceita.

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O Marais é daqueles bairros pra se perder. Lojinhas, Boulangeries, Pierre Hermè com os melhores macarons da cidade, o L’As du Fallafel com seu famoso fallafel, galerias de arte… e a PLACE DES VOSGES! Eu queria passar por ela, mas nem estava dando muito crédito. Acontece que ela é toda simétrica, em perfeita harmonia com os prédios à sua volta, rodeada de galerias de arte e no centro uma praça com brinquedos infantis e um jardim que é a coisa mais linda. E de pensar que eu quase perdi!

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Place des Vosges

Na verdade, 8 dias em Paris é pouquíssimo tempo. As pessoas estão acostumadas a viajar pela Europa e passar 3 dias em cada capital, ou pelo menos nas grandes cidades. Honestamente, não sou dessas porque acho que 3 dias não se conhece nada, em lugar nenhum. Não dá tempo de respirar a cidade. De sentir a rotina do lugar. De criar novos hábitos, mesmo que temporários. Em pouco tempo, a pressão atrapalha até o olhar. Você quer ver tudo e nada vê. E Paris então… nem se fala. É uma cidade tão rica, que já penso em voltar.

A Torre Eiffel por exemplo… não basta ver de dia ou de noite. Tem que ver de perto, de longe, a pé, de barco, por vários ângulos, com sol, com chuva…

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E numa tarde muito agradável, compramos uns queijos, vinho, macarons… e decidimos ficar pelos jardins da Torre Eiffel pra curtir um pouco o visual e dar uma relaxada. Famílias passeando, crianças brincando, casais namorando… De repente, brota da mochila do João uma caixinha com um par de alianças. Poderia ser mais perfeito? E agora, mais do que nunca, a Torre Eiffel se tornou inesquecível. :)

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Nos vemos no próximo post com muito mais coisas maneiras pra fazer em Paris!

Até mais! ;)

4 comentários sobre “Paris de tantos clichês… #post 1

  1. Irmã,

    Grata surpresa essa viagem pra Paris, né…
    Parece mesmo que nenhum tempo foi perdido e que tudo pode ser interessante nesse destino!
    Aguardo os próximos capítulos dessa viagem, rs.

    Beijocas

    1. Obrigada Rapha! Paris realmente me surpreendeu e agora quero voltar sempre. É um lugar inesgotável para explorar. Amei! E obrigada pelo seu recadinho. :*

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