PARIS #post 2

MASCARAS - MUSEU QUAI BRANLY

Vamos combinar! Oito dias em Paris é praticamente uma maratona. É tanta coisa pra fazer em pouco tempo, tantos museus, jardins, bairros bons pra caminhar sem pressa… Então, eu e o João, selecionamos os nossos favoritos e os colocamos como prioridades. Começamos pelas obras do famoso arquiteto Jean Nouvel, responsável por dois museus iradíssimos, o Museu Quai Branly, imperdível, e o Instituto Mundo Árabe.

O Museu Quai Branly achei fantástico, tanto de arquitetura como de obras expostas. Ele tem uma exposição permanente das artes e civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas. Muito sensacional. Dentro do setor Ásia, tinha uns costumes exóticos, acredito que usados para danças, com máscaras e vestimentas que me encantaram. São tão trabalhadas, coloridas… Acredito que representem monstros ou deuses… Quando fui à Tailândia tive o prazer de assistir algumas dessas danças e elas são realmente incríveis. Enfim… e a arquitetura é uma admiração à parte. O cara mandou muito bem. Você anda pelo museu quase que flutuando. As fachadas são ousadas e eu, particularmente, levanto a bandeira das fachadas verdes, que ele explora com maestria.

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Museu Quai Branly

IMG_6198No Instituto Mundo Árabe, já valeu a visita só pelo design engenhoso. Na fachada sul, que mais parece um grande mosaico, Jean Nouvel desenvolveu um sistema metálico de abertura e fechamento que acompanha a incidência solar com células fotossensíveis e funciona como um diafragma de máquina fotográfica. Me pareceu uma releitura contemporânea dos muxarabies árabes, usados pra filtrar a luz. Isso dá um efeito de luz e sombra muito bacana do lado de dentro do prédio. E na área externa do museu ainda foi montada uma tenda exatamente como os beduínos usam no deserto, já que o centro é árabe, tinha tudo a ver. Foi uma experiência boa e dentro da tenda tem uma proposta de restaurante típico árabe e artesãos mostrando como são esculpidas as artes na madeira.

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Do terraço do Instituto você tem a melhor vista pra Catedral de Notre Dame. Saindo dali fizemos questão de dar uma esticadinha e conferir aquela maravilha de perto. Notre Dame com sua arquitetura gótica, levou nove séculos para ficar pronta. Durante a Revolução Francesa a catedral foi vítima da destruição, muita coisa foi roubada, vitrais quebrados, e chegou a se transformar em abrigo de alimentos. Depois de muitos restauros e interferências arquitetônicas, pode-se dizer que hoje ela se tornou símbolo do poder religioso. Ali também, foi beatificada a famosa Joana D’Arc, uma heroína francesa que lutou pelo povo e foi queimada viva. Como eu disse antes… é tanta história nessa cidade, que não caberia aqui.

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NOTRE DAME

Andando pelo Trocadero rolou uma cena muito engraçada. Flagrei o Mickey e a Minnie perdidos… De repente eles tiraram a cabeça, procuraram um canto pra sentar e fumaram um cigarrinho. Fiquei chocada com a revelação, rs, e que as crianças nunca saibam disso!! :)

TROCADERO
Trocadéro

Da Place de la Concorde, partimos pro Arc de Triomphe. Queríamos andar pela Champs Elysées e pegar o entardecer do dia lá de cima do arco, mas logo de cara ganhei de presente uma vista top da Torre Eiffel. Nem vi tanta graça na Champs Elysées. Me lembrou até a avenida principal do Portão de Brandemburgo em Berlim. Lotada de lojas de altíssimo luxo de fora a fora, com grandes marcas expondo seus produtos clamando pelo consumo e um milhão de pessoas querendo circular por ali. Chegando no Arco… que beleza! Quase 300 degraus acima até o topo, em uma escada em espiral, nada fácil, mas valeu cada degrau. A recompensa foi uma vista de 360° da cidade!! Literalmente de perder o fôlego!

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Place de la Concorde

ARD DE TRIOMPHE

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La Défense

À noite fomos duas vezes comer no Quartier Latin. Vários bares e restaurantes, um canto extremamente turístico que concentra uma gastronomia internacional que atende a todos os gostos. Fora que os restaurantes são todos bonitinhos… grego, turco, italiano, francês…, cada um com seu charme tentando conquistar os clientes que perambulam pela rua. Adorei provar o coq au vin e o boeuf bourguignon, originais franceses. Humm… Muito delícia!! Amo provar esses pratos diferentes e já entraram pro meu livro de receitas.

QUARTIER LATIN
Quartier Latin

Que o Louvre é enorme, todo mundo sabe. Se você ficar parado em frente a cada obra, uma por uma, por um minuto, você gastaria praticamente dois meses para conhecer tudo, ou seja, esquece, não rola pro turista. Escolhemos começar o dia inspirados pelo mais tradicional museu da cidade, mas antes sentamos num café, desculpa boa pra comer um pain au chocolat :) e escolhemos a dedo o que queríamos ver lá dentro, pra ganhar tempo e não ficarmos exaustos. Nosso esquema funcionou muito bem. Realizei meus desejos de ver algumas das obras mais especiais, entre elas a escultura da Vitoria de Samotrácia e a pintura da Coroação de Napoleão, em que Jacques-Louis David retrata a tentativa do Papa Pio VII de coroá-lo imperador francês, mas na cena Napoleão tomou a coroa do papa e se auto coroou mostrando que ele estava acima de todos, principalmente do poder religioso. O cara era ou não era peça única? rs.

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OBRAS DO LOUVRE
A Vitoria de Samotrácia e a Coroação de Napoleão

E saindo do Louvre… O Jardin des Tuileries!!! Palco de tanta história… já foi jardim de um majestoso palácio, o Palais des Tuileries, onde grandes reis ali moraram, de Luiz XIV à Napoleão, mas sofreu com um incêndio restando apenas duas torres nas extremidades, hoje incorporadas ao Louvre. O palácio era tão grande, que o incêndio durou dias e o povo montou uma grande mesa com um banquete para assistir o palácio ruir. Hoje o jardim se tornou um espaço aberto com esculturas espalhadas, grandes gramados, enfim, imperdível. Achei a coisa mais linda e de gruja peguei um dia de sol super agradável. O outono aqui faz jus à toda sua beleza colorida. Dei muita sorte mesmo.

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O Museu D’Orsay também é um clássico. Ele abriga obras de Van Gogh, Monet, Degas, Delacroix, enfim… É um museu com um acervo extenso, mas não chega a ser cansativo como o Louvre. O segredo dele está no último andar. Um restaurante bacanérrimo e um relógio com vista pro Sena. Achei formidável essa visitinha.

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Ah! Antes que eu me esqueça… O Boulevard Saint Germain!! Já tinha ouvido falar e realmente é uma avenida muito agradável pra caminhar, cheia de livrarias, comic book stores, galerias de arte… Dá vontade de parar em cada esquina pra tomar café e fazer um lanchinho. Foi ali que eu comi o melhor croque monsieur da minha vida. Um sanduíche típico francês, simples, mas delícia. Vai ser bom assim lá em Paris!

ST GERMAIN

Se eu tivesse que escolher um verbo pra definir Paris, escolheria sem pestanejar, flanar. É assim a melhor forma de conhecer essa cidade. Foram tantas descobertas e a maioria delas foi assim, flanando… sem rumo, sem pressa… ao léu. As margens do Rio Sena são uma delícia. Sempre tem alguém se exercitando, andando de patins, trocando uma ideia, curtindo o sol, lendo um livro ou não fazendo nada… Foi das coisas que mais gostei de fazer. Ficar ali de bobeira pelas margens, comendo alguma coisa comprada no meio do caminho, respirando, meditando, existindo e absorvendo tudo o que vivemos todos esses dias.

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O amor aflora em Paris… Les Marais.

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Paris definitivamente se tornou uma cidade queridinha pra mim. Ela é puro charme, ela tem essência e tem conteúdo. É saboroso demais provar essa cidade e o meu maior prazer é poder mudar de ideia sobre opiniões que formo sozinha, na minha cabeça, baseadas nas experiências dos outros. E eu descobri que o mais legal da vida é construir suas próprias experiências e se tornar um formador de opinião, mesmo que seja pra você mesmo. Por mim, que seja assim… quebrando barreiras, mudando de opinião, mas que eu não pare de viajar nunca e esteja sempre abrindo a minha mente pro mundo e pro novo. Essa é a minha maneira de me renovar. Espero que cada um encontre a sua…

E… Voilá!

Nos vemos na próxima trip!! Boa viagem pra você!! :)

2 comentários sobre “PARIS #post 2

  1. Suas fotos sao lindas fiquei 4 dias em Paris, e sinceramente nao achei isso td, como falam ë claro muito bonita mas Londres me fascinou e Dublin tbem

    1. Obrigada Rosi! :) Adorei Paris, pelo que a cidade oferece mas também pela gastronomia que me identifico muito. E Londres não fica atrás. Todas essas cidades são lindas e cheias de cultura. E o bom de viajar é isso, experimentar coisas novas. Rosi, seja bem vinda ao blog! ;)

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